RABANADA À POVEIRA

A rabanada é um doce de referência na comunidade piscatória poveira. De casa em casa ou, de família em família, encontravam-se receitas com ingredientes e confecções diferentes. Apesar deste habito de consumo, o que associa a Póvoa de Varzim à rabanada não é propriamente a tradição familiar. A conhecida “Rabanada à Poveira” é um produto mais recente, com feição comercial, fruto de uma engenhosa adaptação das tradições locais.

No Inicio da década de 50 do séc. XX, o cozinheiro Leonardo da Mata teve a ideia de apresentar a “Rabanada” na ementa do seu restaurante, procurando assim encontrar uma solução para as sobras de pão (bijou e molete), designado pelos coveiros de “trigo”. Recorde-se que as rabanadas eram feitas de pão cacete.

O sucesso das “Rabanadas à Poveira” ou das “Rabanadas do Leonardo” levava a uma grande procura deste produto quer na Póvoa quer na região.

A Rabanada à Poveira sobreviveu à morte do seu criador, impôs-se como ex-libris da doçaria local, é cada vez mais possível encontrá-la nas ementas de muitos estabelecimentos de restauração.

RECEITA:

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Pão trigo (bijou ou molete, de preferência seco com massa bem fermentada)
Leite (em quantidade para que os pães fiquem “a nadar”)
Ovos (em média 1 ovo por bijou)
1 Pau de canela
1 Limão
Canela em pó
Açúcar
Sal

PREPARAÇÃO:

Aparar o pão em toda a volta de forma a retirar a côdea.
Colocar o leite a aquecer com uma pitada de sal, um pau de canela, açúcar e raspa de limão.
Demolhar os pães nesse leite morno, para que fiquem bem ensopados.
Espremer bem os pães com as mãos e colocá-los numa travessa a repousar.
Em seguida demolhá-los nos ovos batido, deixar absorver bem.
Fritar em óleo quente e abundante. Retirar e polvilhar com açúcar misturado com a canela.